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A felicidade é aquele tipo de sentimento que explode o coração, congela seu estômago de forma agradável e te paralisa por um tempo indeterminado.

O medo tem os mesmos efeitos. A diferença é que invés deles te fazerem o bem, fazem-te o mal.

Os monstros que encontrarei no caminho chamado vida

Existem infinitas maneiras de tratar a tristeza, o problema sempre será saber qual delas utilizar. Além do mais, eu nunca disse que seria fácil. A tristeza é aquele tipo de sentimento forte, sem quase nenhuma fragilidade e por isso, é difícil vencer.
Ah. O pior é que ela nunca vem sozinha. Com a tristeza vem um monte de sentimentos ruins. Sinceramente, o que as pessoas dizem sobre atratividade de coisas opostas é pura mentira. Coisas ruins e coisas boas não se atraem. Ah, se arrependimento matasse. Eu estaria durinha no chão há muito tempo.
Quem me dera poder voltar no tempo, ter o controle da vida. Quem nunca desejou isso que atire a primeira pedra. Se pudesse recomeçar já teria feito. Não o conheceria, não me apaixonaria. Quem nunca teve uma paixão não correspondida que atire a primeira pedra.

De que me serviu esses anos de vida? Sobre amor e paixão quase nada sei. Sentimentos vão além de uma mistura de substâncias químicas liberadas pelo o corpo e se não usados com moderação, podem causar um estrago danado.

Uma Despedida a Mais

   O tempo que um beijo pode durar se esgotou e, embora, nenhum dos dois quisesse que aquele tempo se esgotasse, ele se foi. Era sim uma despedida, só não queríamos admitir.
   O vento balançou seus cabelos enquanto ela se afastava, começou a caminhar em direção aos nossos amigos. Sabia que aquela era a última imagem que teria dela.
   Em todas as despedidas eu sempre fui o forte, o que nunca olhou para trás enquanto caminhava, mas algo mudou. Felicity seguiu seu caminho e dessa vez quem olhou para trás fui eu.

 Uma despedida onde todos os sentimentos estão revelados supera a 
lembrança de todas as outras. 
Arrow 3X20 - a cena me emocionou tanto que precisei traduzi-la em palavras. 
- Meena Swan

Inocência

Capítulo três: Acontecimentos estranhos para uma noite de aniversário
Era três horas da tarde e Cassiana não parava de passear em frente ao meu quarto e eu sabia exatamente o que ela queria. Xinguei-me mentalmente por ter decidido não ter porta no meu quarto.
Meu pai não estava em casa, ele viajava muito. Não sei bem o que ele fazia mais quase sempre estava em lugares desconhecido. Desde que minha mãe morreu, ele não para mais em casa alegando está me protegendo.
Eu já tinha cansado de perguntar o que os dois escondiam de mim, porque nunca consegui esquecer o que minha mãe me disse antes de morrer.
... saiba que eu e seu pai tentamos te proteger de todas as formas...

Inocência


Capítulo dois: Qual o problema de ser solteira?

Dezembro de 2013

Baixei o rosto mais uma vez balançando a cabeça em um sinal negativo e de desaprovação. O som produzido pela a banda da escola estrondava meus ouvidos me deixando quase surda.
O conjunto de instrumentos de sopro e percussão estava em harmonia e alguns alunos, que faziam parte da banda, dançavam em uma coreografia quase impecável. Eu já tinha os vistos em apresentações e com certeza já foram melhores.
Mais eu não estava fazendo aquele gesto para eles, não mesmo. Acredito que as pessoas merecem um desconto, não é todos os dias que elas estão bem. Do outro lado da quadra um garoto do primeiro ano do ensino médio fazia chacota dos alunos dançarinos.

Inocência



Capítulo um: Lembrança ruim


Julho de 2010




Meus olhos se certificaram, o professor estava certo. Como eu não percebi que as horas passaram tão rápido? Surpresa, eu me levantei da carteira. Era nove e meia da noite e minha aula de hardware tinha chegado ao fim.
Catorze alunos e eu era a única mulher da turma. Recebia mais atenção do que desejava, se eu estava ali é porque queria estar ali. Uma característica forte em mim é que sou decidida. Gostava daquela área da informática.
Tinha feito uma prova final, eletrônica básica, um módulo que muitos julgavam não ser para a mulher. Ri internamente quando um homem da turma jogou em cima da minha carteira as respostas junto com os cálculos das questões da prova, mas eu já á tinha terminado.

Inocência - Prólogo


O novo cenário não parecia nem um pouco com céu costumeiro, não chegava nem perto do ambiente proporcionado pela a mente humana. Ninguém nunca poderia imaginar que uma batalha poderia ser travada bem ali, no ar, entre as nuvens fofinhas e brancas.
O azul celeste foi substituído por uma cor escura quase tonalizando o preto. Uma nevoa densa cobria até os calcanhares dos participantes.
Michael lutava bravamente. Se pudesse soar estaria banhado pelo o líquido, seu punho era firme ao mover a espada desembainhada, os movimentos precisos. Ele precisava ter cuidado. Um movimento em falso, um instante de atraso e seria o fim.
Ele sempre ria quando se lembrava da crença humana, sempre gargalhava quando sua mente o fazia recordar dos humanos. A fé deles em seres celestiais era tão convicta que acreditavam que anjos eram imortais. Nada pode ser invencível, tudo tem um ponto fraco, qualquer coisa que viva no céu, Terra ou até mesmo no inferno.
Imortalidade. Essa palavra não existia realmente para nenhuma criatura. Um anjo, por exemplo, ferido no lugar certo a morte então seria seu próximo destino.
Michael se defendeu com sua espada e um som angustiante ecoou pelo o lugar. Usou toda sua força para arrancar a arma da mão do oponente então o deixou inconsciente enquanto avançou em direção ao santuário.
Uma parte dele se sentiu tão humano. Sentia-se tão furioso por ter sido traído que tudo que conseguia desejar era em pôr as mãos sobre o traidor, mas nenhum dos anjos fazia ideia de quem pudesse ter a coragem de tal ato.
Não foi à toa que Michael foi nomeado o anjo guardião dos portões do inferno. Um cargo tão importante não podia ser de qualquer anjinho, afinal, o ser celestial com tal responsabilidade teria que ser esperto, forte, determinado e muito inteligente, pois teria que cuidar para que a magia, o mal que habitava ali, não fosse roubado.
Muitos cobiçavam o poder que no inferno era guardado e os portões nunca podiam estar desprotegidos e nunca estavam. Michael era bom em seu trabalho, no entanto, alguém habilidoso e que tinha a confiança de todos conseguiu roubar o poder maligno, mas como eu já disse, Michael era bom em seu trabalho.
Ele recuperou as forças do mal e a escondeu em um lugar seguro, onde só ele tivesse acesso, onde pensou que ninguém nunca encontraria. Foi então que descobriu que metade dos anjos tinham sidos corrompidos por promessas falsas de alguém que eles protegiam com lealdade, obedientes transformaram o céu em um campo de batalha, precisavam recuperar o que perderam.
Michael conseguiu chegar ao santuário, suas intenções eram puras, desejavam o bem então foi bem-vindo. Ali ele estaria seguro só não tinha certeza por quanto tempo, mas Michael tinha uma solução. Ela não duraria para sempre, mas pelo menos atrasaria os anjos caídos.
- Haziel! – Ele gritou alarmado e muito apressado.
- Michael. Pensei que a essa altura você já estivesse morto, é bom ver que não.
O anjo guardião tinha um dom especial. Um que nenhum outro anjo possuía. Michael sabia quando alguém estava mentindo e se sentiu aliviado ao saber que seu grande amigo não tinha se corrompido junto a tantos.
- Eu também. Está vivo é ótimo.
Os anjos rebeldes bateram com força contra a porta o fazendo relembrar o que tinha o levado até Haziel.
- Você tem uma solução, não é mesmo? O que tenho que fazer – Haziel perguntou apreensivo.
- Arranque minhas memórias. Agora!
- O quê? Arrancar suas memórias não ajudará em nada.
- Ajudará sim, porque eu não vou ficar aqui. Eu vou descer.
O arcanjo arregalou os olhos.
- Não pode fazer isso. Se você descer sabe que as chances de se corromper são muito maiores.
- É o único jeito deles não acharem as forças do mal que eu escondi.
- Enlouqueceu? Ainda assim isso não vale seu sacrifício!
- É lógico que vale porque você vai me ajudar.
- Ajudar? Como?
- Ficará com minhas memórias e quando perceber que não há para onde correr, que enfim chegará a hora de tudo se resolver, você devolverá minhas memórias. 
- É um plano arriscado.
- É melhor do que ver a Terra tomada pelas as forças do mal.
Haziel ponderou a situação por alguns segundos e chegou à conclusão que o plano de Michael era a melhor saída.
- Tudo bem. Onde você descerá? – O olhar de Michael pedia compreensão e o arcanjo arregalou os olhos – Não pode envolver ela nisso!
- Ela já foi envolvida no dia em que a salvei. Ela tem a marca do receptáculo. Está atolada até o pescoço só não sabe disso. É melhor que eu chegue antes deles, não é mesmo?
- Como se fosse fazer diferença. Estará sem memória.
Michael sorriu de lado.
- Não se preocupe só faça o que estou pedindo.
- Ok. Mais se isso der errado você arcará com as consequências. – Haziel suspirou – Pronto?
- Sim!
O arcanjo estalou sua mão na testa de Michael e iniciou o processo. Pouco a pouco ele foi quebrando cada fio de lembrança e o arrancado. Todas as lembranças eram movidas para um saquinho mágico. Logo nenhuma memória sobrou, todas estavam guardadas no objeto que Haziel protegeria com a vida.
Lentamente ele tirou a mão da cabeça do amigo vendo seu olhar confuso e perdido. Ele sorriu de forma sincera ao olhar para o anjo que estava preste a entrar em pânico.
- Boa sorte Michael.
Então o empurrou lá do alto se certificando que ele desceria no lugar certo e na hora certa. O grito de Michael foi alto enquanto ele via a figura do homem com suas enormes asas ficar cada vez menor.

Sua mente estava muito confusa com o que tinha acabado de acontecer, porém, algo que ressonava dentro dele o avisava de que era só o início de algo que estaria muito longe de acabar.

Você não faz a menor ideia do que acontece ao seu redor.