Já se foi eu sei, mas ficou aqui dentro. Não prossegui, parei no tempo e o tempo voou. Tudo mudou menos eu, já não sei, meu eu foi roubado com as memórias e lembranças e o que faço? Me ajude suplico em lágrimas, minhas lágrimas de verdade te alimentam junto com a esperança do eu que em mim havia. Não vejo nada, um buraco negro á minha volta me prende meu eu suplica me traga de volta já não sei quem sou, estou perdida me ajude.
Dizeres atormentam minha cabeça, sentimentos me sufocam não quero isso. Quero meu eu, ele sabe de tudo. Socorro! Vingaste sua felicidade em minha face não me destrua já sofri o bastante. Não passa nunca só o que ficou foi amor e dele não vivo quero meu eu, o eu que era frieza e não sofria não havia dor além das dos outros deixe-me esgoísta me devolva meu eu, eu suplico. A vida já tem sido ingrata me tornando amor, deixe-me voltar meu eu amargo, suplico, a esperança me alimentava com a certeza de que não teria amor, só me dava a sensação momentânea de que teria amor. Devolva meu eu não suporto esse amor, não quero de forma alguma pensar que o meu eu seria amor. Não aguento, não faz bem! Estou presa em um buraco negro não vejo nada, só tenho medo. A solidão me alimenta estou começando um novo eu, preciso me fortalecer mas o amor tem me consumido, não perco a emoção quero razão e o amor me corrompe não aguento! Devolva meu eu, suplico e não to tentando forças é tarde o tempo mudou o amor venceu meu eu morreu um novo surgiu é vago mas só o que me lembro é que o buraco negro surgiu uma luz, o amor sorriu, o amor venceu meu eu morreu choro em lágrimas, sorrio me sentindo fraca e minha mente sussurra é tarde, muito tarde você perdeu.
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