Ser escritor é se reinventar, se refazer em cada palavra ou texto escrito.
Poder ser um mendigo numa linha do texto, e na outra um magnata do petróleo. Ser um astronauta em algum momento, e por outro um presidente, um tirano ou um ditador. Palavras difíceis enfeitam um texto e ao mesmo tempo dificulta o seu entendimento.
Ser escritor é muito mais que escrever, é viver os momentos que a imaginação proporciona. Masturbar-se emocionalmente, transgredir o lógico e unir passado, presente e o futuro numa mesma oração.
Pra ser escritor basta escrever. Palavras não se compra e tampouco estar a venda. Não imploramos as palavras, elas vêm da alma e nos surpreende.
Eu não sou escritor apenas por escrever. Sou escriror por que sei sentir e diferenciar as energias que me cercam. Nas minhas histórias, eu posso ser o que eu quiser, e além de escrever, eu sei olhar as estrelas sem culpa-las. Sei amar e odiar, sei chorar sem sorrir, e rio também sem chorar.
Ser escritor ou poeta, é saber dar cor ao monótono. Encher o vazio que se forma no vácuo, e descrever momentos com fervor.
Eu sou um escritor que não sabe escrever, ao menos como você deseja. Eu escrevo porque respiro, porque ando, porque enxergo e tenho sede. Não me julgue pela a inocência, o meu pecado foi não saber entender e dar vida a tua incompetência em questionar. Eu defino àqueles que escrevem com apenas uma palavra enquanto muitos tentam parecer ridículo com a sua própria ignorância.
Àqueles que escrevem não são apenas escritores. Os que escrevem, para mim todos são...
AMANTES DAS PALAVRAS.
Ser Escritor
EU MESMO
Sempre serei eu mesmo
Do amanhecer ao fim do dia
Serei o mesmo até nos sonhos
Na eternidade enquanto dormia
Serei a luz do sol
A cor prata da lua
Passarei entre as estrelas
Passo a passo no meio da rua
Serei a luz dentro dos olhos
O fogo que arde sem agonia
Serei as noites quando tão bela
A lua cheia, a meresia
Eu mesmo sempre direi
O quanto tu és sem importância
Não fareis de mim uma fonte
Eterna das tuas lembranças
Poderei ir aonde quiser
Meus passos dirão o caminho
Não furtarei de mim mesmo
O desejo que me faz tão faminto
Ricardo Lima
TEMPESTADES
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Inverso
A morte
Um suicídio
Tanto a viver e orgasmos a sentir
E simplesmente escolhe o fim
A vida
Um sacrifício
Mas nada justifica
Uma saída tão desesperada
A vida um suicídio diário
Cansativa e gratificante
Percebida nos sorrisos desajeitados
A morte
sorte dos covardes
Alusões dos empáfios desavisados
Ricardo Lima
