Do amor ao papel

  Estou há uma hora tentando escrever algo. Algo útil, vivo, feliz, inspirador, mas tudo que eu escrevo envolve você. Quer dizer: Não que seja ruim pensar em você. Eu gosto, afinal, faço isso 24 horas por dia. Mas, eu devo pensar no futuro, não no passado. No que vai acontecer com a minha vida, e não em quem deixou ela. Olha a distância que tomamos, olha onde foi parar nossa infantilidade. O que tínhamos era tão lindo, e agora o que virou?  Rastros. Rastros de um futuro interrompido, de um passado fragmentado, quebrado, destruído.

  Minto dizendo que te esqueci, minto dizendo que não amo, minto dizendo que vivo por mim, e não por você. Mas é que toda vez que eu penso em falar a verdade, eu te vejo seguindo em frente sem mim, e o pior: Sem se importar. Então é melhor assim, a verdade agora é que preciso conseguir te esquecer, e espero de verdade que a vida te mostre o quão errada foi ao me dar as costas. Posso não ser o melhor, realmente, mas eu fiz muito por você, e faria muito mais se eu pudesse.

  O amor é assim: Ingrato, travesso, traiçoeiro. E eu gostava de fazer esse jogo, mas infelizmente amar é coisa para fortes, e eu sou fraco sem você.

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