Sabe! Um dia a gente cansa, deixa de se importar e não liga mais.
Sabe! Não somos obrigados a dar atenção o tempo todo, tudo tem que ser mais ou menos igual. Sim, eu sei que as coisas as vezes complicam, e algumas possibilidades simplesmente desaparecem. Não acho bom pensar em ti assim, como uma possibilidade e talvez, até mesmo como um acaso ou um erro. E no meio de algumas explicações sempre ficam um subtendido, algo que ninguém pode entender.
Sabe, a vida é mesmo louca, e sempre nos guarda sentimentos assim, extremos entre o ódio e a razão. Queria mesmo ser e fazer diferente de mim, as vezes não me reconheço ou não me vejo de outra forma, ou mesmo, com outro comportamento.
Sabe, as vezes acho que eu não sei lutar pelo o que eu quero. Não sei querer simplesmente por querer, e ir aonde eu não deveria ir. Sabe, eu sei de muitas coisas e entendo de tudo um pouco. Sabe, eu não penso mais na vida como uma obrigação, e nem me sinto tão bobo assim. Sei que passei por muitas coisas e até agora sobrevivi. Sabe, sim e sei que você sabe, mas não desmonte o retrato que eu lhe vejo. Sonhar é bom, faz a gente ter coragem de seguir em frente. Não pense que eu te esqueci, até que tentei, mas por pura "ironia" do destino, os ventos sempre sopram a teu favor.
Gosto de ver as estrelas, sabia? Gosto de imagina-las assim, como lágrimas que enfeitam a escuridão da noite. Hoje já não me importo tanto, agora só quero ser eu mesmo, e dividir o que eu tenho de melhor comigo mesmo.
Posso parecer egoísta, eu sei. Mas, não sinto mais prazer fazendo o que os outros não fariam por mim. E agora que as canções já perderam as suas melodias e já não me trazem tantas lembranças, é que eu me refaço diante das dificuldades que me encontraram. Você jamais me verá a reclamar da saudade, pois sempre que recomeço, sempre vejo com bons olhos as dores que senti.
Sabe, os encontros sempre deveriam ser inesperados, e assim dessa forma, jamais perderiam sabor. Sabe, as coisas nem sempre saem como planejamos, e por muitas vezes sentimos medo. Sabe as noites que passei acordado, foram nelas que escrevi tudo pensando em ti, na intenção de diminuir a dor que sentia. Sabe, na verdade, eu nunca quis esquecer e, talvez essa dor era o que alimentava a minha criatividade. Nas noites que eu não via as estrelas, eu sempre chorava un pouco; mas não pela saudade que eu sentia, talvez pela dor ou alguma outra coisa que me fazia lembrar. Não... Não faço distinção entre o que eu vejo e a sensação de sentir. Às vezes, sabe, talvez eu minta.
Embora a distância me sufoque. Embora a dor da lembrança seja algo que me apego constantemente, eu não sei se mentir é uma saída inteligente.
Mentir talvez seja uma mania, mas eu como ser humano, jamais serei perfeito.
Ricardo Lima
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