O corredor longo e mal iluminado acaba na minha cela. Do outro lado, a população da cidade aguarda ansiosamente para o meu regresso.
Os carceireiros abrem a cela, e me tiram pelos braços, me arrastando pelo corredor com cheiro pútrido. A luz do sol toma meu rosto e a população urra. Mais de cem pessoas estão ali para me ver. Dou um tchauzinho meio sem jeito, já que correntes prendem meus braços. As pessoas gritam mais, eufóricas, palavras como "Monstro", "Assassino" e outros elogios. Dou um sorriso de escárnio, e os guardas passam a me levar para uma espécie de palco, onde farei parte de um espetáculo. Lá, eles me colocam de joelhos, e começam finalmente o show.
- Jack McCail, você está sendo acusado e punido pelos crimes de assassinato de dezessete homens. Algo a dizer em sua defesa?
Me perco em gargalhadas.
- Foram todos uns cornos filhos da puta. Mataria mais se tivesse a chance.
- Sendo assim, prossigamos com a sua punição.
Os guardas me pegam pelo braço novamente e me arrastam para o centro do lugar, onde um quadrado como o de um porão, está localizado. Olho para todas aquelas pessoas erguendo os punhos, me fuzilando com o olhar. O guarda passa uma corda pelo meu pescoço e dá um nó forte.
- Quais são suas ultimas palavras? - O outro anuncia, com uma leve de satisfação na voz.
- Por que não pergunta para sua mãe se ela quer dizer algo?
O guarda acena com a cabeça para o outro, que está segurando uma alavanca para cima. Vejo ele puxando-a para baixo, fazendo o chão se abrir e meu corpo tombar, me enforcando com a corda, e a ultima coisa que vejo são as pessoas comemorando enquanto a vida deixa meu corpo.
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