Bem, eu não queria falar de sonhos, mas vejo-me obrigado. Falar de sonhos para mim, é um pouco atormentador, uma vez que os vejo cada vez mais distante de mim. Parece que há um buraco negro entre eu e os meus sonhos, um buraco com uma força avassaladora, que não deixa escapar nada, nem mesmo um grãozinho de confiança escapa da sua força destruidora. Por isso volto a falar nas dificuldades que tenho em relação aos meus sonhos, que já não os sinto tão meus assim. Hoje tento reunir forças para sonhar novos sonhos e voar em direções mais plausíveis, quem sabe ainda posso ter alguma realização. Quem sabe ainda possa dá certo alguns dos meus planos, ou mesmo algumas das minhas idéias serem posta em pratica. Quem sabe mesmo né? Mas, nesse momento eu não posso afirmar nada. Não posso nem sequer arriscar algum palpite, nada mesmo. Vivo uma incógnita, uma matemática complicada e cheia de problemas. E mesmo assim, ainda vejo uma luz no fim do caminho. Vejo uma saída, ou uma melhor forma de conter as minhas dores.
Pois bem, hoje entendi a perfeição da vida, entendi o quanto temos que ser imperfeitos e o quanto podemos errar. Levantar depois de um tombo, nao é apenas para os forte. Ninguém é tão fraco assim que não possa se levantar inúmeras vezes, tão fraco que não possa levantar uma mão e continuar andando. Ninguém, ninguém mesmo é tão fraco que não possa ir além de onde já estar. Dizem que o céu é o limite, mas há um erro nessa afirmação. O limite quem dá somos nós mesmo. E por isso, não só por hoje, mas por todo sempre, e o quanto durar a minha vida eu irei valorizar tudo que virá daqui pra frente.
Ricardo Lima
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