Um pouco (Muito pouco) das coisas que pensei no quarto branco dos sonhos.



Havia uma porta no canto do quarto branco.
E era a saída do sonho. Era o oposto de Alice.
Era o meu fim precoce. Era um sonho.
E eu sonhava demais.
Talvez fosse a chegada hora de recolocar os pés no chão.
E reerguer – me . E abandonar o luto e lutar (consiente).
E acreditar nas coisas que eu deveria acreditar.
E ser mais do que o meio. E ser meia sem escrúpulos.
Ser um pouco de Morgana. E ser a doce Patrícia.
E abrir os olhos para as ilusões de Napoleão.
Talvez a porta nem tivesse trancada.
E a realidade noturna fosse bem mais realizante.
Mas eu não sei abrir os olhos.
Não sei abandonar o casulo dos meus sonhos.
Apaguei a luz.
Voltei a dormir.

Gabriela Menezes

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