Vivo condenado a amar um amor impossível. Um amor que nem ao menos posso revelar, ou mesmo sussurrar baixinho o que sinto. Já não sou o mesmo que antes, e tudo, por causa desse amor. Esse amor impossível, que insiste crescer cada dia mais. Sempre me pergunto, mas as respostas não vêm.
Cansei, não quero mais viver assim, condenado a essa prisão sem fim. E se houvesse nela muros, talvez eu suportasse tamanha ausência. Mas o meu coração sufoca, o peito arde e o meu corpo pede. Talvez um dia eu venha esquecer, e esse amor se transforme apenas numa lembrança boa que passou, ou uma marca profunda e dolorosa, que por algum tempo latejaria e depois sarasse.
Vivo condenado a um amor, mas amar não é dor. Amar é cultivar, querer bem e cuidar. A dor que eu sinto não é por amar demais, a dor que me consome, é a dor de querer mais.
Ricardo Lima
Que saudades desses textos!
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