Bip. Bip.
Levanto ao som do despertador. Todo dia assim, seguindo uma rotina chata e tediosa. Olho para a cama de casal vazia, na esperança de que, no meio da noite, você tenha se deitado novamente ao meu lado. No entanto, como todas as vezes em que criei essa expectativa, tive que destruí-la, afinal, não é sempre que podemos voltar atrás, e mesmo que você pudesse, não tenho certeza se iria querer.
Olho algumas fotos nossas, e aquele buraco se abre no meu peito. É impossível não ficar assim. Eu aprendi a sobreviver sem você, mas assumo, viver ao seu lado tornaria tudo muito mais fácil. Mas não posso parar minha vida. Não conquistei tudo que quero, e há muitas outras dores para sentir, e acredito que também haja muitas alegrias por vir. Prefiro deixar a vida me levar, como a maré leva um barquinho, sem rumo, sem direção, mas com objetivos, e mais ainda: Disposição para enfrentar o que tiver de enfrentar.
Hora da Saudade
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