Katarina havia acabado de se mudar com a mãe para aquele bairro. O motivo foi por causa da separação recente de seus pais. Quando chegaram, a jovem garota foi à uma daquelas tradicionais vendas em garagens. Logo que chegou a menina se encantou por um ursinho, apesar de ele não ter nada de especial, a não ser os olhos feitos com uma perfeição que impressionou até mesmo a mãe da garota.
- Mamãe compra para mim! - pediu a menina.
- Ah, querida. Você já tem doze anos, já está adulta, não precisa de bichinhos. - disse a mãe dela.
Não teve conversa; Katarina estava disposta a fazer a birra que fosse necessária para levar o urso para casa, ainda mais depois que descobriu que se apertasse sua barriga ele dizia "Quer ser minha amiga?". Como a menina esperava, sua mãe cedeu e comprou o urso.
As duas foram para a casa nova e a organiram. A noite, com quase tudo já arrumado, sua mãe a chamou.
- Katarina! Sai do quarto e vem para a cozinha jantar! - gritou a mãe da menina.
Katarina desceu, com a cabeça baixa. Estava meio quieta, mas a mãe achou que era por conta da mudança.
- Está tudo bem, meu amor? - perguntou a mãe de Katarina, enquanto colocava o prato se sopa da menina na mesa.
- Sim, está sim, mãe.
As duas comiam em silêncio, até a menina cortá-lo.
- Mamãe, é verdade que você e o papai se separaram porque ele cansou da sua vagina?
Surpresa, a mãe da menina não respondeu de imediato.
- Katarina! Isso é jeito de se falar? Quem te disse isso? - repreendeu a mãe da garota.
A menina abaixou a cabeça.
- Foi o Teddy, mamãe.
- Pois depois de comer, você e o Teddy estão de castigo. Direto para o quarto! - a mulher ordenou.
Em silêncio seguiu o jantar, até que Katarina acabou de comer e subiu para o quarto.
Mais tarde, a mãe de Katarina foi ao quarto da menina.
- Filha, posso conversar com você? - perguntou a mulher, enquanto sentava na cama, ao lado do corpo da filha.
- Claro, mamãe.
- Não quero que diga mais aquelas coisas feias, está bem?
A menina olhou para a cara da mãe.
- Foi o Teddy que disse, mamãe.
- Pois o Teddy não pode dizer essas coisas. E você também não. Agora vou deixá-la dormir. Boa noite, querida. Até amanhã, bons sonhos. - a mulher se curvou e beijou a testa da menina. Ao virar-se para ir embora, a menina a chamou.
- Mamãe? - chamou Katarina.
- Oi, filha.
- Teddy disse que vai nos matar.
Novamente a mulher ficou estática com aquela informação.
- Boa noite, filha.
Ao sair do quarto, desabou em lágrimas. Afinal, a separação tinha sido difícil, e agora sua filha podia estar desenvolvendo problemas psicológicos por não saber lidar com a situação.
A mulher se preparava para dormir quando Katarina entrou no quarto, aos prantos.
- Mamãe! Me deixe dormir com você, Teddy disse que vai me matar! - a garota contou.
- Filha, Teddy é só um ursinho de pelúcia. Tudo isso está na sua imaginação. Agora vai descansar, amanhã resolvemos isso. Tudo bem? - disse a mãe de Katarina, já meio irritada com a situação.
A menina não protestou, apenas foi para o quarto.
A mulher acordou de madrugada, exatamente às 03:01 da manhã, ouvindo barulhos, no telhado. Ela se levantou e foi para a cozinha, beber água. Na volta, quando passava pelo quarto da filha, sentiu algo diferente; Um calafrio, uma sensação ruim. Lentamente se aproximou da cama da garota, e a beijou na testa. Estava gelada. Mas na verdade, o quarto todo estava. A mãe de Katarina voltou para o seu quarto e dormiu de novo.
Assim que levantou, tomou um banho e preparou o café. Quando o suco e as torradas estavam prontas chamou Katarina.
E nada da garota aparecer.
Não contente a mulher subiu no quarto.Teddy estava na ponta da cama, com aquele sorriso de urso de pelúcio no rosto, os olhos pareciam estar acompanhando os movimentos da mãe.
- Filha? - ela chamou.
Nada da menina levantar.
- Katarina? Acorda! - disse ela se aproximando.
Assim que chegou na cama, puxou o lençol, e imediatamente gritou.
O corpo da menina estava banhado em sangue. A mulher não acreditava que a filha estava morta. Quando se virou para ir embora, na parede ao lado da porta, escrito em sangue: "você é a próxima". A mulher em choque olhava da filha para a parede, sem nada a dizer. Então, para seu desespero, alguém disse algo atrás dela.
- Quer ser minha amiga? - Teddy perguntou, com a voz distorcida.
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